{"id":3437,"date":"2024-02-22T14:49:48","date_gmt":"2024-02-22T14:49:48","guid":{"rendered":"https:\/\/vrtc.pt\/home\/?p=3437"},"modified":"2024-02-22T15:54:12","modified_gmt":"2024-02-22T15:54:12","slug":"impacto-dos-fundos-europeus-no-desempenho-e-crescimento-das-empresas-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/vrtc.pt\/home\/2024\/02\/22\/impacto-dos-fundos-europeus-no-desempenho-e-crescimento-das-empresas-em-portugal\/","title":{"rendered":"Impacto dos Fundos Europeus no Desempenho e Crescimento das Empresas em Portugal"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos \u00faltimos anos, a Uni\u00e3o Europeia (UE) tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento e crescimento das economias dos seus Estados-Membros. Uma das estrat\u00e9gias mais significativas tem sido a aloca\u00e7\u00e3o de fundos estruturais e de investimento, destinados a reduzir disparidades regionais e a promover um crescimento econ\u00f3mico equitativo. Portugal, como membro da UE, tem sido um benefici\u00e1rio destacado destes esfor\u00e7os, recebendo uma quantidade substancial de apoio financeiro que tem refletido um impacto profundo no tecido empresarial do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Fundos Europeus Estruturais e de Investimento (FEEI) s\u00e3o uma das principais componentes do Or\u00e7amento da UE, incluindo instrumentos que apoiam o desenvolvimento rural e Fundos Estruturais e de Coes\u00e3o (FEC). Estes \u00faltimos s\u00e3o uma pe\u00e7a central da pol\u00edtica de coes\u00e3o, compreendendo tr\u00eas instrumentos financeiros: o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), o Fundo Social Europeu (FSE) e o Fundo de Coes\u00e3o. Cada um destes instrumentos tem objetivos estrat\u00e9gicos espec\u00edficos que se complementam, centrando-se na coes\u00e3o econ\u00f3mica, social e territorial por via da diminui\u00e7\u00e3o de assimetrias entre as regi\u00f5es da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente e com data recente, ocorreu a cria\u00e7\u00e3o do Mecanismo de Recupera\u00e7\u00e3o e Resili\u00eancia (MRR), um instrumento tempor\u00e1rio que \u00e9 o elemento central do Plano de Recupera\u00e7\u00e3o da Europa intitulado NextGenerationEU. Estes programas al\u00e9m de um passo significativo no processo de integra\u00e7\u00e3o europeia, representam um compromisso renovado com o crescimento econ\u00f3mico, a cria\u00e7\u00e3o de emprego e a competitividade, alinhando-se perfeitamente com a longa tradi\u00e7\u00e3o da UE de promover a coes\u00e3o entre os Estados-Membros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, para a compreens\u00e3o do impacto dos Fundos Europeus nas empresas portuguesas, \u00e9 utilizado os dados do Quadro Financeiro Plurianual 2007-2013, uma vez que \u00e9 o quadro mais recentemente encerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, a UE disponibilizou 347 mil milh\u00f5es de euros sob a forma de FEC. Portugal, desde que aderiu \u00e0 UE, tem sido um benefici\u00e1rio l\u00edquido de fundos europeus. No contexto do QFP 2007-2013, Portugal recebeu 21,4 mil milh\u00f5es de euros sob a forma de FEC (1,2% do PIB por ano), dos quais aproximadamente metade foram direcionados atrav\u00e9s do FEDER: 11,5 mil milh\u00f5es de euros (0,7% do PIB por ano), muito acima da m\u00e9dia da UE.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta canaliza\u00e7\u00e3o de fundos permitiu \u00e0 estrutura econ\u00f3mica portuguesa valorizar-se e ocupar uma posi\u00e7\u00e3o cada vez mais dominante no universo econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o destes fundos no tecido empresarial portugu\u00eas gerou efeitos positivos e duradouros, observ\u00e1veis em m\u00faltiplos indicadores como volume de neg\u00f3cios, emprego, valor acrescentado bruto (VAB), capital e exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, observa-se que empresas benefici\u00e1rias destes fundos frequentemente beneficiam de um aumento significativo nas suas receitas. Esta melhoria \u00e9 atribu\u00edda tanto ao financiamento direto, que permite a expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es, quanto ao acesso a novos mercados internacionais, impulsionado por projetos inovadores e melhorias na infraestrutura. A capacidade de inovar e expandir, muitas vezes restrita por limita\u00e7\u00f5es financeiras, \u00e9 assim ampliada, o que se reflete positivamente no volume de neg\u00f3cios, no VAB e, consequentemente, na intensidade exportadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de emprego, os fundos europeus revelam-se como um motor de gera\u00e7\u00e3o de novas oportunidades laborais. Com os recursos financeiros adicionais, as empresas salvaguardam os postos de trabalho existentes e promovem a cria\u00e7\u00e3o de novos empregos, contribuindo para a diminui\u00e7\u00e3o das taxas de desemprego, especialmente em regi\u00f5es menos desenvolvidas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de capital, o acesso a financiamento permite um maior investimento em ativos e uma gest\u00e3o de capital mais eficaz, o que resulta em estruturas financeiras mais robustas e menos vulner\u00e1veis a flutua\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:50px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jornaldoave.pt\/impacto-dos-fundos-europeus-no-desempenho-e-crescimento-das-empresas-em-portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener sponsored\" title=\"\">Acede ao artigo completo aqui.<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, a Uni\u00e3o Europeia (UE) tem desempenhado um papel crucial no desenvolvimento e crescimento das economias dos seus Estados-Membros. 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